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Sinal fechado para a esquerda?

Após fechar um acordo com o Brasil sobre a energia da binacional Itaipu, o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, fez um pronunciamento solene em frente ao Palácio de Governo. Era 25 de julho. Com menos de um ano de negociações, o país chegava a um acordo esperado há três décadas. Mas a referência ao passado mirava o futuro: próximo de completar os primeiros doze meses na presidência, Lugo recuperava fôlego, calava críticas e abria uma nova etapa para o seu até então fragilizado governo. Continuar Lendo »

Manhã de sábado, 1º de agosto, na capital do Paraguai. A esquina das avenidas Artigas e Santíssima Trinidad, no tradicional bairro de Trinidad, está fechada para o trânsito. Há um palco, centenas de cadeiras no meio da pista. Aos poucos, os vizinhos vão chegando. Crianças de uma escola da comunidade descem a rua em marcha, integrantes de uma organização de meninos de rua também. Caminhões de bombeiro se posicionam ao redor das pessoas. Estão presentes integrantes de partidos políticos, militantes de direitos humanos, dirigentes camponeses. Artistas amadores se revezam no palco, montado em frente ao que sobrou do supermercado Ycuá Bolaños. Continuar Lendo »

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Escorada pelo braço, na janela da casa de pau-a-pique, a velha alerta quem se aproxima: “Aqui, me pagam 20 pesos para que eu conte algumas mentiras”. É outubro, mês que traz o maior número de estrangeiros para La Higuera, povoado ao sudeste da Bolívia, pertencente ao município de Pucará, departamento de Santa Cruz de la Sierra, onde há 40 anos um barbudo de nome Ernesto Che Guevara morria para transformar a vida dos seus 76 habitantes neste início de século 21. Continuar Lendo »

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“Para alguns, o guarani é um obstáculo. Atribui-se a ele o entorpecimento do mecanismo intelectual e a dificuldade que a massa parece sentir em adaptar-se aos métodos europeus de trabalho. O remédio se deduz óbvio: matar o guarani. Atacando a fala se espera modificar a inteligência. Ensinando uma gramática européia ao povo se espera europeizá-lo”. No início do século XX, o jornalista e escritor anarquista Rafael Barrett, espanhol que viveu no Paraguai nesta época, já percebia que no projeto de dominação do Paraguai constava a morte do idioma nativo. Continuar Lendo »

Fonte: Capeco

Fonte: Capeco

O Paraguai plantou, em 2008, mais de 2,6 milhões de hectares de soja, segundo dados da Câmara Paraguaia de Exportadores de Cereais e Oleaginosas (Capeco). Com rendimento de 2,2 toneladas de soja por hectare, a produção do grão alcançou quase seis milhões de toneladas durante o ano. A exportação foi o destino de 74% dessa produção.

Na comparação com os dados de 1996, a área plantada de soja teve um impressionante crescimento de 275% – o mesmo período ainda registra um aumento de 247% em toneladas produzidas. Analisando de outra forma: desde 1996, as lavouras de soja foram tomando, por ano, nada menos que 129 mil hectares de terra agricultável no Paraguai. Continuar Lendo »

O Grupo de Pesquisa Estudos em Jornalismo, do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da UNISINOS, promove no dia 23 de junho o 3º Seminário Aberto de Jornalismo. O tema é “Jornalismo e Cidadania: tecnologias, conteúdos e atores”.

Eis a programação:

Dia 23/06, terça, às 14h.
Sala 3A 108 da Unisinos.

- “A mídia e as práticas dos movimentos sociais”, pelos mestrandos Daniel Cassol e Vera Martins.
- “A tecnologia e as novas formas de produzir e consumir informação”, pelas mestrandas Grace Bender Azambuja e Maria Joana Schaise.
- “Relações entre pesquisa acadêmica e movimentos sociais”, pela professora doutora Christa Berger
- “Sociedade Civil e a Conferência Nacional de Comunicação”, pelo professor da UNISINOS Pedro Osório, secretário executivo do FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

Informações no blog do Grupo de Estudos em Jornalismo.

A um mês do próximo encontro entre os presidentes de Brasil e Paraguai para discutir as negociações de Itaipu, o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Héctor Lacognata, está confiante que os temas mais polêmicos nas negociações envolvendo a Usina de Itaipu possam avançar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve viajar se encontrar com Fernando Lugo no Paraguai no início do mês de julho. Continuar Lendo »

Uma divergência entre Brasil e Paraguai na gestão de Itaipu evidencia a disparidade da relação entre as duas nações no controle da binacional e pode ser usada pelo país governado por Fernando Lugo para denunciar em tribunais internacionais um possível desrespeito ao tratado que rege a parceria de construção e gestão da hidrelétrica.

A negociação de ações da Eletrobrás, representante brasileira na empresa binacional, na Bolsa de Nova York é um fato considerado grave por integrantes da chancelaria paraguaia, além de mostrar a relação que o Brasil mantém com o Paraguai quando o assunto é a soberania energética dos dois países. Continuar Lendo »

Ontem, pela primeira vez desde que APORTEI por estas bandas, fez frio em Asunción. Frio de andar de casaco e de pedir um cobertor emprestado pros meus anfitriões, do contrário não ia rolar dormir direito. Durante a semana, um tempo maluco: chovia muito de madrugada mas durante o dia fazia um calor de humilhar o Alegrete. Haja coração, diria o Galvão. Não sei o que é melhor, se chuvarada todos os dias, caindo luz e alagando as ruas, do que o calorão que fazia quando cheguei por aqui, do suor do vivente fazer PLAC! quando caía no chão.

Hoje, dia 15, é feriado por aqui. Dia da Independência do Paraguai, que até pouco tempo atrás era comemorado em dois dias – 14 e 15 – porque dizem que as conspirações patriotas começaram de noite e irromperam no amanhacer do outro dia. Não sei se isto é bom ou ruim, mas aqui é muito mais espontâneo o ato de usar as cores da bandeira paraguaia na semana da independência.

E o mais divertido: hoje é o Dia das Mães no Paraguai. Feliz día mamá Glória!

Leio que a prefeitura de Sao Gabriel derrubou o monumento construido em homenagem a Sepé Tiaraju, no local conhecido como Sanga da Bica, onde o líder guarani teria sido morto, em 1756. Esta foto, tirada em 2006, mostra as celebracoes indígenas em torno do monumento, ao fundo na imagem. Umas cinco mil pessoas se reuniram naquele ano para celebrar os 25o anos da morte de Sepé, entre elas indígenas da etnia guarani de diversas regioes do Brasil e também de outros países. Para a prefeitura de Sao Gabriel, porém, parece que nada disso é importante. Continuar Lendo »

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